é que essa noite quente de primavera tava fria e vazia de mais...
talvez eu fique acordado a noite inteira numa tentativa insensata e frustrada de evitar que o outro dia chegue com todas suas obrigações, com todos os meus planos de ações e metas que não farão sentir-me menos vazio.
e é triste saber que não ha nada nessa noite que me cure..., nada que agora faça-me instantaneamente recuperar a fé num futuro...
por que é isso o que me alimenta nesse presente infrutífero e vázio, olhar o tempo e enchergar alem do que posso ver...
ter fé...
ter fé...
vou para o galo!, pesso o meu azeitonado de sempre e a velha e falha cerveja, a saboreio lentamente apreciando zangado e deprimido o noticiario com sua fartura de noticias trágicas, cômicas e despreziveis.
o outro dia chegará e eu terei que ser forte.
não haverá braços que me alimentem no meio da noite,
o mundo anda meio louco e eu meio desencontrado com tudo e com todos.
como a pulso o meu azeitonado, bebo a pulso a cerveja que me concede um leve auto escapar, encontro aos sustos uma quase imagem de alguem,
mas não há ninguém...
não há ninguém!!!
engulo apressado, louco, tento na azeitona, no queijo, na maionese... tento...
más essa vontade de prazer é o que há de menos nobre na minha solidão.
o que eu faço com a minha sobra de amor?
o que eu faço com a minha vontade de sinseridade?
o que eu faço com o meu desespero em noites como essa?
não há nada que eu possa comprar que me faça sentir melhor, nem mesmo sexo...
quero antes um corpo quente, uma pele amiga e quente... quero antes um bem querer, e um descanso, quero antes o silencio da intimidade, a simplicidade calada da verdade.
mas a minha volta o mundo é todo excesso e todo falta, a tantas formas e tantos nadas...
me afogo em minha sede...
tenho falta de ar, e por alguns instantes penso que não vou conseguir...
já comi a metade do meu azeitonado... a outra metade me espera fria e pálida, mas bem intencionada.
e na tv uma jovem de dezenove anos tomou veneno, a reportagem ta preocupada com a tentativa de roubo do caixão, enquanto o corpo belo e quase apodrecido da jovem descansa de bruços a meio caminho da calçada, mas eu tomo mais um gole de cerveja, o ultimo pedaço de lanche que engoli tinha um gosto de morte! queria mesmo era te-la salvado, queria mesmo era ter me salvado, mas não deu... estamos perdidos...
desisto! é mesmo muito lanche... e toda essas histórias de esfaqueamento, tiro ,morte... tudo isso me fez perder o desejo pelo catchup, me deu vontade de veneno e já são duas e vinte, tenho pouco tempo antes que me peçam respostas. e sempre pedem respostas, a todo hora voce tem que dar respostas, e voce tem que ter as respostas...
vou ao banheiro, hormonio antidiurético, sei lá , alguma coisa assim, até a urina não tem cor, sem expressão, surge como uma virgula, um tempo, uma necessidade idiota, mas no banheiro tem um espelho, que má sorte a minha, inevitavelmente olho, vejo olhos , tolos e bons, são como uma oraçao muda, ou um pedido de socorro, me sinto patetico e tenho vergonha, não gritarei!, não gritarei enquanto sangro, a menina está com frio, o veneno lhe causou dores terriveis abdominais, ela vomita e não sabe se o arrependimento é da morte ou do nascimento, mas eu não gritarei, será que alguem quer usar o banheiro?, dou descarga, os olhos permaneceram no espelhos olhos bons, perdidos, patéticos,
vou para minha mesa o resto de azeitonado me ascena frio e impassiente, o galo vem em minha direção me pergunta qualquer coisa, eu digo que não e ele recolhe os restos do corpo, o noticiario acabou, alguem recolhe com algum carrinho gelado e escuro os restos de uma flor, encontrarão outro vaso?, não nascerá nada!, vou pra casa, vou dormir, amanhã serei forte de novo, talvez a fé até volte, mas eu vou seguir... queria te-la salvado! queria ter me salvado!
segunda-feira, 13 de outubro de 2008
quarta-feira, 17 de setembro de 2008
Passaro Noturno
como um passaro novo eu ensaio a batida de minhas rescentes asas,
e ainda desfilo disfarçando minha face em meio as ruinas das cidades construidas em mentiras e plásticos,
é que em uma noite quente de primavera eu tive um sonho com um lugar diferente,
onde havia descanço e vontade,
quando acordei, ainda novo e assustado, quiz aprender a voar para chegar até lá.
os homems me olham com desconfiança, e quando estou andando quero ouvir apenas o vento, quero apenas senti-lo na copa das arvores como um asceno e uma concordancia,
por que insistem em me cobrar e me exigem que eu seja assim tão igual a voces?go
mas tudo bem, logo será madrugada, já quase sinto o silêncio do orvalho, vocês dormirão estafados da própria loucura mergulhados no excesso de ansiedade e frustração, e eu tonto e triste poderei ouvir em paz o acalmar lento dos meus pensamentos. é como uma pausa...
vou dormir pensando em nada, que é pra ver se eu sonho com aquele lugar sagrado...
lá onde não existe nenhum bom futuro de um grande futuro, lá onde as casas têem grama em seus largos quintais de sol, lá onde o sonho ainda é belo e calmo como o entardecer na mente uma criança.
se eu pudesse mesmo voar, se essa história de asa não fosse apenas força retórica com aspiração a libertadora... se eu pudesse novamente levar meu espirito para onde não há nada nem ninguém... se eu pudesse recuperar o meu sonho que agora em suas garras aparece palido e tingido de cores foscas e baratas,
não posso...
mas tudo bem, logo será madrugada e o sono tapará suas bocas nervosas e vingativas, logo a noite vencerá o veneno de suas frustrações e você e eu e nós poderemos descansar de sua maldade e miséria,
logo eu pegarei meu copo e me juntarei ao meu vocabulário pequeno e esforçado numa busca por uma redenção curta, santa e noturna.
e ainda desfilo disfarçando minha face em meio as ruinas das cidades construidas em mentiras e plásticos,
é que em uma noite quente de primavera eu tive um sonho com um lugar diferente,
onde havia descanço e vontade,
quando acordei, ainda novo e assustado, quiz aprender a voar para chegar até lá.
os homems me olham com desconfiança, e quando estou andando quero ouvir apenas o vento, quero apenas senti-lo na copa das arvores como um asceno e uma concordancia,
por que insistem em me cobrar e me exigem que eu seja assim tão igual a voces?go
mas tudo bem, logo será madrugada, já quase sinto o silêncio do orvalho, vocês dormirão estafados da própria loucura mergulhados no excesso de ansiedade e frustração, e eu tonto e triste poderei ouvir em paz o acalmar lento dos meus pensamentos. é como uma pausa...
vou dormir pensando em nada, que é pra ver se eu sonho com aquele lugar sagrado...
lá onde não existe nenhum bom futuro de um grande futuro, lá onde as casas têem grama em seus largos quintais de sol, lá onde o sonho ainda é belo e calmo como o entardecer na mente uma criança.
se eu pudesse mesmo voar, se essa história de asa não fosse apenas força retórica com aspiração a libertadora... se eu pudesse novamente levar meu espirito para onde não há nada nem ninguém... se eu pudesse recuperar o meu sonho que agora em suas garras aparece palido e tingido de cores foscas e baratas,
não posso...
mas tudo bem, logo será madrugada e o sono tapará suas bocas nervosas e vingativas, logo a noite vencerá o veneno de suas frustrações e você e eu e nós poderemos descansar de sua maldade e miséria,
logo eu pegarei meu copo e me juntarei ao meu vocabulário pequeno e esforçado numa busca por uma redenção curta, santa e noturna.
sexta-feira, 12 de setembro de 2008
Sob a Chuva
acho que eu sei porque as pessoas correm da chuva,
elas têm medo de perderem a tinta,
e quando olhassem no espelho o que veriam?
sonhei que eu caminhava sob uma chuva fina...
e estrada era todade chão, e havia um cheiro fresco de mato molhado,
não me lembro se era cedo ou tarde, mas sei que o sol havia me dado licensa e que se embora fosse claro não havia nenhuma promessa exagerada de euforia ou de um dia de festa, assim a luz se escondia calada atrás das cortinas cinza-azuladas do céu no horionte, e eu caminhava, sem pressa, sem roupas, sem frio, sem calor,e não olhava para trás, não com medo de virar pedras, mas que simplesmente não tinha vontade.
Às minhas costas ficavam em ruínas e caos, toda uma cidade, pedras e luzes, gritos e cores, correria, passos em compassos, rebanhos de loucos, indústrias de verdades que segam e corrompem.
e o meu rastro ia ficando cada vez mais ralo, e quanto mais eu andava, mais se diluia no chão entre o barro e água, toda tinta pela quais me conheciam, e eu se porventura me olhasse, viria no espelho um rosto que se move, mudando as linhas, os contornos e o coração.
e a uma certa altura tão diluida era a imagem que me tinham antes, tão forte fora a minha fuga, que eu já não poderia mais voltar, que já não poderiam mais me achar...
respirava mais aliviado, um ar que agora tinha gosto e umidade, até os ombros se acalmavam sem que eu percebesse, a distancia que eu estava de todos disligara o motor dos nervos, restava agora, que a última luz da cidade ia já sumindo, me desfazer das bagagem, me livrar de tudo o que era, no deserto tão meu, lixo desnecessário, e inútil, porque estava agora num caminho onde não haviam espelhos, então não teria que lutar contra imagens distorcidas, também poderia jogar fora todas as tintas, pois não faria mais passeios publicos, talvez jogasse fora quase todos os verbos, pois precisaria de poucos para as ações que me satisfizessem, faria questão de esquecer as construções imperativas, foguei fora muitos livros e como minha mente ficou leve de toda masturbação intelectual, joguei fora um monte de calculos, alguns estavam até podres, por fim me vi em dificuldade, como jogar fora os traumas e as dívidas?, eram grandes e de formatos peculiares que não passavam pelas portas e janelas de minha mente...
continuei andando sob a chuva, tinha um longo caminho a fazer, logo esqueceria que existira cidade, minha mente seria um imenso salão limpo e vazio com grandes vidraças transparentes por onde o sol entraria educado e com respeito,
iluminando o artista que sou de mim mesmo, pintarei novas telas, e modelarei novos movimentos para preencher o lugar onde moro, onde decanso, onde me encontro...
a minha mente...
sonhei que eu caminava sob uma chuva fina!
elas têm medo de perderem a tinta,
e quando olhassem no espelho o que veriam?
sonhei que eu caminhava sob uma chuva fina...
e estrada era todade chão, e havia um cheiro fresco de mato molhado,
não me lembro se era cedo ou tarde, mas sei que o sol havia me dado licensa e que se embora fosse claro não havia nenhuma promessa exagerada de euforia ou de um dia de festa, assim a luz se escondia calada atrás das cortinas cinza-azuladas do céu no horionte, e eu caminhava, sem pressa, sem roupas, sem frio, sem calor,e não olhava para trás, não com medo de virar pedras, mas que simplesmente não tinha vontade.
Às minhas costas ficavam em ruínas e caos, toda uma cidade, pedras e luzes, gritos e cores, correria, passos em compassos, rebanhos de loucos, indústrias de verdades que segam e corrompem.
e o meu rastro ia ficando cada vez mais ralo, e quanto mais eu andava, mais se diluia no chão entre o barro e água, toda tinta pela quais me conheciam, e eu se porventura me olhasse, viria no espelho um rosto que se move, mudando as linhas, os contornos e o coração.
e a uma certa altura tão diluida era a imagem que me tinham antes, tão forte fora a minha fuga, que eu já não poderia mais voltar, que já não poderiam mais me achar...
respirava mais aliviado, um ar que agora tinha gosto e umidade, até os ombros se acalmavam sem que eu percebesse, a distancia que eu estava de todos disligara o motor dos nervos, restava agora, que a última luz da cidade ia já sumindo, me desfazer das bagagem, me livrar de tudo o que era, no deserto tão meu, lixo desnecessário, e inútil, porque estava agora num caminho onde não haviam espelhos, então não teria que lutar contra imagens distorcidas, também poderia jogar fora todas as tintas, pois não faria mais passeios publicos, talvez jogasse fora quase todos os verbos, pois precisaria de poucos para as ações que me satisfizessem, faria questão de esquecer as construções imperativas, foguei fora muitos livros e como minha mente ficou leve de toda masturbação intelectual, joguei fora um monte de calculos, alguns estavam até podres, por fim me vi em dificuldade, como jogar fora os traumas e as dívidas?, eram grandes e de formatos peculiares que não passavam pelas portas e janelas de minha mente...
continuei andando sob a chuva, tinha um longo caminho a fazer, logo esqueceria que existira cidade, minha mente seria um imenso salão limpo e vazio com grandes vidraças transparentes por onde o sol entraria educado e com respeito,
iluminando o artista que sou de mim mesmo, pintarei novas telas, e modelarei novos movimentos para preencher o lugar onde moro, onde decanso, onde me encontro...
a minha mente...
sonhei que eu caminava sob uma chuva fina!
quarta-feira, 10 de setembro de 2008
Depois Da Chuva (Day)
Foi como um ultimo trovão,
Talvez o mais forte deles,
Foram-se as nuvens, cinzas azuladas,
E todo o reboliço das folhas, agora são como estatuas quebradas,
Espatifadas pelo chão,
Sobrevivo... louco e com esperança,
Com o coração leve e ferido,
Quanta coisa aconteceu,
De repente o tempo se tornou rápido de mais,
E eu perdi a noção dos meus passos,
E me guiei pelo que sentia,
Ah farol na escuridão!
Agora que já não há suspiros de ansiedade,
Agora que não há sonhos naufragando no mar da incerteza,
Agora que o vento brinca triste e calmo com as folhas ainda jovens, abortadas, espalhadas pelo chão,
Eu encaro o relógio dos meus dias e surpreso vejo que ainda há tempo,
Ainda há muito tempo,
Olho para o horizonte e vejo a tempestade que vai e não hesita,
E tenho esperança...
Mas o ultimo trovão ainda treme no meu peito,
Ainda faz meu coração vacilar de medo e solidão,
Feri e me feri,
Amei e me senti vivo,
Vivi os extremos do caminho....
Meu coração agora segue leve e triste,
Mas acima de tudo confiante,
A primavera está chegando para coroar com flores amarelas um novo pacto,
Uma nova aliança, que nasceu no momento mais terrível da tempestade,
Em circunstancia alguma trairei o que sinto,
“não sendo nobre o suficiente para não ter certas virtudes,
Serei nobre o suficiente para não ter vergonha delas”
“as historias mais belas sempre começam com um naufrágio”
O solo agora está fértil, e o semeador estará curado
Agradeço a Deus pela experiência, sobreviverei!”
Talvez o mais forte deles,
Foram-se as nuvens, cinzas azuladas,
E todo o reboliço das folhas, agora são como estatuas quebradas,
Espatifadas pelo chão,
Sobrevivo... louco e com esperança,
Com o coração leve e ferido,
Quanta coisa aconteceu,
De repente o tempo se tornou rápido de mais,
E eu perdi a noção dos meus passos,
E me guiei pelo que sentia,
Ah farol na escuridão!
Agora que já não há suspiros de ansiedade,
Agora que não há sonhos naufragando no mar da incerteza,
Agora que o vento brinca triste e calmo com as folhas ainda jovens, abortadas, espalhadas pelo chão,
Eu encaro o relógio dos meus dias e surpreso vejo que ainda há tempo,
Ainda há muito tempo,
Olho para o horizonte e vejo a tempestade que vai e não hesita,
E tenho esperança...
Mas o ultimo trovão ainda treme no meu peito,
Ainda faz meu coração vacilar de medo e solidão,
Feri e me feri,
Amei e me senti vivo,
Vivi os extremos do caminho....
Meu coração agora segue leve e triste,
Mas acima de tudo confiante,
A primavera está chegando para coroar com flores amarelas um novo pacto,
Uma nova aliança, que nasceu no momento mais terrível da tempestade,
Em circunstancia alguma trairei o que sinto,
“não sendo nobre o suficiente para não ter certas virtudes,
Serei nobre o suficiente para não ter vergonha delas”
“as historias mais belas sempre começam com um naufrágio”
O solo agora está fértil, e o semeador estará curado
Agradeço a Deus pela experiência, sobreviverei!”
terça-feira, 19 de agosto de 2008
De onde vens?
as suas roupas estão sujas,
o seu rosto está cansado,
a loucura quase corrompeu um coração,
como enxergo tanta nobreza num farrapo de homem?
vens da guerra?, ou de uma catastrofe? ou de uma punhalada da vida?
estranha fome, estranha necessidade dos extremos,
de onde você vens estranho homem?
com suas mãos feridas, com seu coração tão nobre?
de onde você vem com seus passos perdidos e certos,
procurando abrigo, repouso...
quantas histórias poderas contar-me,
quantos dragões sucumbiram em seu caminho,
ou serás só mais um miserável, em que meu coração piedoso demais, insiste em enchergar beleza?
onde encontraste essas verdades que brotam em forma de desprezo e tristeza dos seus olhos,
onde estão os teus e porque te farrapaste tanto na vida?,
diga-me estranho mendigo, diga-me estranho guerreiro...
mas seus olhos parecem tão morbidos, que eu só não te acudo,
para não lhe ferir essa estranha dignidade,
"eu preciso do inferno e do céu,
vez ou outra vou roubar uma verdade do demônio,
volto pra casa sujo do barro podre do mundo,
e me contento por não ser tão limpo, por não ser
tão certo, tão morno, e tão falso,
caminho como um homem genuino, como tal só os primeiro da especie,
e desfilo meu cansaço e minha perdição e minha embriagues e meu soluço e minha vontade de um longo repouso, de uma tregua de descansar a minha mente do inferno caótico de minhas idéias, sou o guerreiro sujo, que caminha por ruas nobres e vielas, que vai do inferno aos céus sem encontrar amigos, encontrando só verdades pesadas para serem carregadas,
digas amigo, se tens pra mim remédio e repouso?
se não arranca-te do meu caminho,
segue para tua mornidade, segue para teu berço froxo e seguro,
deixa-me que eu sigo com meu manto pesado, com minhas mãos feridas, com meu corpo sujo, com meu coração nobre, tosco e belo.
o seu rosto está cansado,
a loucura quase corrompeu um coração,
como enxergo tanta nobreza num farrapo de homem?
vens da guerra?, ou de uma catastrofe? ou de uma punhalada da vida?
estranha fome, estranha necessidade dos extremos,
de onde você vens estranho homem?
com suas mãos feridas, com seu coração tão nobre?
de onde você vem com seus passos perdidos e certos,
procurando abrigo, repouso...
quantas histórias poderas contar-me,
quantos dragões sucumbiram em seu caminho,
ou serás só mais um miserável, em que meu coração piedoso demais, insiste em enchergar beleza?
onde encontraste essas verdades que brotam em forma de desprezo e tristeza dos seus olhos,
onde estão os teus e porque te farrapaste tanto na vida?,
diga-me estranho mendigo, diga-me estranho guerreiro...
mas seus olhos parecem tão morbidos, que eu só não te acudo,
para não lhe ferir essa estranha dignidade,
"eu preciso do inferno e do céu,
vez ou outra vou roubar uma verdade do demônio,
volto pra casa sujo do barro podre do mundo,
e me contento por não ser tão limpo, por não ser
tão certo, tão morno, e tão falso,
caminho como um homem genuino, como tal só os primeiro da especie,
e desfilo meu cansaço e minha perdição e minha embriagues e meu soluço e minha vontade de um longo repouso, de uma tregua de descansar a minha mente do inferno caótico de minhas idéias, sou o guerreiro sujo, que caminha por ruas nobres e vielas, que vai do inferno aos céus sem encontrar amigos, encontrando só verdades pesadas para serem carregadas,
digas amigo, se tens pra mim remédio e repouso?
se não arranca-te do meu caminho,
segue para tua mornidade, segue para teu berço froxo e seguro,
deixa-me que eu sigo com meu manto pesado, com minhas mãos feridas, com meu corpo sujo, com meu coração nobre, tosco e belo.
segunda-feira, 19 de maio de 2008
o vôo da fenix
o voo da FENIX
nao foi febre, vi a festa dos meus demonios,
os fantasmas fizeram vigilia,
circulando e cantando em volta da alma enferma,
nao foi a primeira e nem a ultima vez que sucumbi ante a um golpe,
mas foi cumprida a promessa eterna do astro-rei,
juntei minhas cinzas que se esparramaram com a tempestade,
encontrei aos pes do arco-iris um pote de ouro, meus principios e valores transbordavam eternamente belos,
apos o soluco uma risada brota da rocha gelada e quase morta,
a crianca se refez sob os escombros,
houve luz nas trevas,
uma fogueira surgiu,
rasgou o ceu como rastro de cometa a jovem estrela,
o momento mais belo surge das horas mais dificeis,
do fundo do abismo, onde exala forte e sempre o halito da morte,
resurgiu uma ave com asas refeitas em chamas:
eu sou a FENIX.
OBRIGADO SOL!
-"meu coracão é tão tosco e tão pobre, não sabe ainda os caminhos do mundo"
nao foi febre, vi a festa dos meus demonios,
os fantasmas fizeram vigilia,
circulando e cantando em volta da alma enferma,
nao foi a primeira e nem a ultima vez que sucumbi ante a um golpe,
mas foi cumprida a promessa eterna do astro-rei,
juntei minhas cinzas que se esparramaram com a tempestade,
encontrei aos pes do arco-iris um pote de ouro, meus principios e valores transbordavam eternamente belos,
apos o soluco uma risada brota da rocha gelada e quase morta,
a crianca se refez sob os escombros,
houve luz nas trevas,
uma fogueira surgiu,
rasgou o ceu como rastro de cometa a jovem estrela,
o momento mais belo surge das horas mais dificeis,
do fundo do abismo, onde exala forte e sempre o halito da morte,
resurgiu uma ave com asas refeitas em chamas:
eu sou a FENIX.
OBRIGADO SOL!
-"meu coracão é tão tosco e tão pobre, não sabe ainda os caminhos do mundo"
DESABAFO
queria nao ter que mentir,
queria nao ter que machucar,
queria nao ter que me preparar para a guerra, mas quantas guerras terei de enfrentar?
caminho pelas vielas do meu mundo, tento expandir minha visao e encontrar outras cores...
mas "a escuridao ainda e pior que essa luz cinza"
e no fundo eu sei que todo esse esforço é pelas coisas mais simples e essencial.
essa é a minha linguagem real difusa, ondula em seus maximos e minimos e mistura o tempo querendo que nao houvesse o tempo e que o enredo fosse apenas um quadro onde a vista passeia provando dos doces e amargos do caminho...
avesso as novas formas de comunicação, em geral tão prepotentes e maquiada em plástico-verniz mentira das linguagens pré-moldadas,eu que sou às vezes um velho rabugento em relação ao "progresso do mundo" aqui estou pedindo para que me olhem e digam qualquer coisa, conclusoes? diga voce...
os recén nascidos não enchergam e eu ainda me recupero das sequelas da casca, nao sou nostálgico imbecil o suficiente para chorar sobre os escombros, minhas mãos estão cansadas e inuteis e minhas asas ainda nao sei usar, destrui o mundo imprestável onde eu me sentia seguro, e agora é hora de migrar para o novo...
mato um dragão por dia no labirinto da minha mente, mas não se enganem não é o guerreiro mas o menino que segura a espada e sorri,
tem dias que meu estomago não ta bem, tem dias em que não consigo digerir o mundo, corro para o banheiro, saiam da frente antes que eu exploda!, enfio o dedo na garganta e antes de limpar a boca, antes de dar descarga eu observo na privada o eu necessario o eu comercial de mais, então volto corro com os meus sentidos em busca de um remédio... mas como é dificil encontrar um pouco de magia nesses dias..., ah!, me lembrei!!!
"o que há com as pessoas com o mundo?
o que há comigo?
está tudo morto, tudo froxo,
só fumaça, só vestigio,
o estojo de maquiagem cai na água,
suas cores permanecem inertes,
o vapor me afugenta me sufoca,
e a noite conta promessas que eu sei!, infelizmente sei... não serão cumpridas.
os macacos estão sorrindo nos zoológicos,
através das grades o bicho homem oferece agrados,
mas há melhor agrado que seus vapores coloridos?
fui num baile de mascara que não acaba,
arruinei meu rosto com cola tóxica,
o que faremos se acabar a bebida?
por favor quebrem as janelas que o calor me sufoca,
um homen tirou a mascara e era um vampiro,
me disse que a bebida nunca acaba porque o homem é uma máquina de fazer sangue."
disse alguma coisa que não entendi....
a loucura é minha droga favorita...
mas não consegui responder...
quem sou eu?
queria nao ter que machucar,
queria nao ter que me preparar para a guerra, mas quantas guerras terei de enfrentar?
caminho pelas vielas do meu mundo, tento expandir minha visao e encontrar outras cores...
mas "a escuridao ainda e pior que essa luz cinza"
e no fundo eu sei que todo esse esforço é pelas coisas mais simples e essencial.
essa é a minha linguagem real difusa, ondula em seus maximos e minimos e mistura o tempo querendo que nao houvesse o tempo e que o enredo fosse apenas um quadro onde a vista passeia provando dos doces e amargos do caminho...
avesso as novas formas de comunicação, em geral tão prepotentes e maquiada em plástico-verniz mentira das linguagens pré-moldadas,eu que sou às vezes um velho rabugento em relação ao "progresso do mundo" aqui estou pedindo para que me olhem e digam qualquer coisa, conclusoes? diga voce...
os recén nascidos não enchergam e eu ainda me recupero das sequelas da casca, nao sou nostálgico imbecil o suficiente para chorar sobre os escombros, minhas mãos estão cansadas e inuteis e minhas asas ainda nao sei usar, destrui o mundo imprestável onde eu me sentia seguro, e agora é hora de migrar para o novo...
mato um dragão por dia no labirinto da minha mente, mas não se enganem não é o guerreiro mas o menino que segura a espada e sorri,
tem dias que meu estomago não ta bem, tem dias em que não consigo digerir o mundo, corro para o banheiro, saiam da frente antes que eu exploda!, enfio o dedo na garganta e antes de limpar a boca, antes de dar descarga eu observo na privada o eu necessario o eu comercial de mais, então volto corro com os meus sentidos em busca de um remédio... mas como é dificil encontrar um pouco de magia nesses dias..., ah!, me lembrei!!!
"o que há com as pessoas com o mundo?
o que há comigo?
está tudo morto, tudo froxo,
só fumaça, só vestigio,
o estojo de maquiagem cai na água,
suas cores permanecem inertes,
o vapor me afugenta me sufoca,
e a noite conta promessas que eu sei!, infelizmente sei... não serão cumpridas.
os macacos estão sorrindo nos zoológicos,
através das grades o bicho homem oferece agrados,
mas há melhor agrado que seus vapores coloridos?
fui num baile de mascara que não acaba,
arruinei meu rosto com cola tóxica,
o que faremos se acabar a bebida?
por favor quebrem as janelas que o calor me sufoca,
um homen tirou a mascara e era um vampiro,
me disse que a bebida nunca acaba porque o homem é uma máquina de fazer sangue."
disse alguma coisa que não entendi....
a loucura é minha droga favorita...
mas não consegui responder...
quem sou eu?
domingo, 30 de março de 2008
FEBRE
Você é uma esperança,
um inferno,
um abrigo?
meu senhor,
uma risada diabólica do demônio?
ou a rosa mais bela,
o perigo do amor?
te imagino com mil faces,
mil destinos, de tragédias e glórias,
tenho medo, me encolho, corro...
herói?, serei vitima nessa história.
a verdade é que você tem uma boca linda,
e eu uma sede imensa.
a verdade é que seus olhos são claros,
e eu caminho perdido.
a verdade é que você é uma mulher com seus mistérios, seu domínio,
e eu sou só um homem duro no dia a dia,
sozinho,de noite... um menino.
um inferno,
um abrigo?
meu senhor,
uma risada diabólica do demônio?
ou a rosa mais bela,
o perigo do amor?
te imagino com mil faces,
mil destinos, de tragédias e glórias,
tenho medo, me encolho, corro...
herói?, serei vitima nessa história.
a verdade é que você tem uma boca linda,
e eu uma sede imensa.
a verdade é que seus olhos são claros,
e eu caminho perdido.
a verdade é que você é uma mulher com seus mistérios, seu domínio,
e eu sou só um homem duro no dia a dia,
sozinho,de noite... um menino.
UNIVERSO COLORIDO
O que há com as pessoas, como o mundo?
o que há comigo?
está tudo morto, tudo froxo,
só fumaça, só vestígio...
o estojo de maquiagem cai na água,
suas cores permanecem inertes,
o vapor me afugenta, me sufoca,
e a noite conta promessas que eu sei,
infelizmente sei,
não serão cumpridas.
os macacos estão sorrindo nos zoológicos,
através das grades o bicho humano oferece agrados,
mas há melhor agrado que seus vapores coloridos?
o que há de errado com o mundo?
fui a um baile de mascara que não acaba,
o que faremos se acabar a bebida?
por favor quebrem as janelas que o vapor me sufoca!
quando ia ao banheiro cruzei um dos vampiros,
e ele me disse que a bebida nunca acaba porque o homem é uma maquina de produzir sangue.
o que há comigo?
está tudo morto, tudo froxo,
só fumaça, só vestígio...
o estojo de maquiagem cai na água,
suas cores permanecem inertes,
o vapor me afugenta, me sufoca,
e a noite conta promessas que eu sei,
infelizmente sei,
não serão cumpridas.
os macacos estão sorrindo nos zoológicos,
através das grades o bicho humano oferece agrados,
mas há melhor agrado que seus vapores coloridos?
o que há de errado com o mundo?
fui a um baile de mascara que não acaba,
o que faremos se acabar a bebida?
por favor quebrem as janelas que o vapor me sufoca!
quando ia ao banheiro cruzei um dos vampiros,
e ele me disse que a bebida nunca acaba porque o homem é uma maquina de produzir sangue.
A criança que recita versos

enroscado em idéias complexas,
sob as ideologias pesadas,
depois da taça quebrada da justiça,
embaixo do pó dos dias,
lembranças, anseios, poesia...
uma criança recita um verso, uma oração.
se eu pudesse no colo a levaria,
a campos verdes, à águas frescas
conforme disse a profecia.
desconfiando da maquiagem frágil dos homens,
tapado os ouvidos para emudecer os canhões da guerra,
uma criança recita versos,
sonhou com uma manhã de domingo,
uma familia feito comercial de margarina...
e seus olhos se encheram de lágrimas.
se eu pudesse espantar o medo de seus olhos...
mas meu coração apertado permanece.
e a criança recita seus versos que ninguem ouve,
nem o dragão que no céu descança.
mas o que fazer?
como encontrar o caminho de sua casa?
perdeu seus pais quando tudo era ruido,
destroços, pedaços de homens partidos.
e o mundo seguro foi só um sonho da noite passada.
corre os olhos de medo pelos mares e montanhas,
recita seus versos, faz suas contas
mas quanto falta para que falte tempo pra que?
um soluço nos escombros,
respirar fundo e se der um passo... mais um passo...
pisa sobre os destroços dos homens.
a criança que recita versos.
se eu encontrar um brinquedo,
se eu revirar as esquinas,
juntar as cores dos semaforos e outdores,
se eu juntar as luzes da noite,
se eu fizer, se eu encontrar um brinquedo eu tecerei um sorriso,
nos seus pequenos lábios trêmulos de medo,
mas segue o concreto e a indiferença,
o teatro das relações ensaiadas,
a produção desenfreada, a correria para onde?
e a criança não se esconde,
se lembrou de uma canção,
lembrou dos lábios nos lábios,
da carne, lembrou do cheiro,
lençois e cinzas,
era do amor que ela lembrava,
sorriu amargo, cerrou os olhos,
tinha que ser forte,
ser forte pra que?
recitar versos, recitar versos,
versos que ninguém ouve,
mas que desentope o coração,
sopra agora o vento da tarde,
que anuncia a morte do sol,
satisfeita por vencer mais um dia,
a criança adormecerá sem amor sem lençol,
sua boca parará numa frase imcompleta do verso que fez,
sonhará com amor, com descanço,
acordará para lutar contra esse tempo mais uma vez...
a criança que recita versos.
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