Foi como um ultimo trovão,
Talvez o mais forte deles,
Foram-se as nuvens, cinzas azuladas,
E todo o reboliço das folhas, agora são como estatuas quebradas,
Espatifadas pelo chão,
Sobrevivo... louco e com esperança,
Com o coração leve e ferido,
Quanta coisa aconteceu,
De repente o tempo se tornou rápido de mais,
E eu perdi a noção dos meus passos,
E me guiei pelo que sentia,
Ah farol na escuridão!
Agora que já não há suspiros de ansiedade,
Agora que não há sonhos naufragando no mar da incerteza,
Agora que o vento brinca triste e calmo com as folhas ainda jovens, abortadas, espalhadas pelo chão,
Eu encaro o relógio dos meus dias e surpreso vejo que ainda há tempo,
Ainda há muito tempo,
Olho para o horizonte e vejo a tempestade que vai e não hesita,
E tenho esperança...
Mas o ultimo trovão ainda treme no meu peito,
Ainda faz meu coração vacilar de medo e solidão,
Feri e me feri,
Amei e me senti vivo,
Vivi os extremos do caminho....
Meu coração agora segue leve e triste,
Mas acima de tudo confiante,
A primavera está chegando para coroar com flores amarelas um novo pacto,
Uma nova aliança, que nasceu no momento mais terrível da tempestade,
Em circunstancia alguma trairei o que sinto,
“não sendo nobre o suficiente para não ter certas virtudes,
Serei nobre o suficiente para não ter vergonha delas”
“as historias mais belas sempre começam com um naufrágio”
O solo agora está fértil, e o semeador estará curado
Agradeço a Deus pela experiência, sobreviverei!”
quarta-feira, 10 de setembro de 2008
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