quarta-feira, 17 de setembro de 2008

Passaro Noturno

como um passaro novo eu ensaio a batida de minhas rescentes asas,
e ainda desfilo disfarçando minha face em meio as ruinas das cidades construidas em mentiras e plásticos,
é que em uma noite quente de primavera eu tive um sonho com um lugar diferente,
onde havia descanço e vontade,
quando acordei, ainda novo e assustado, quiz aprender a voar para chegar até lá.
os homems me olham com desconfiança, e quando estou andando quero ouvir apenas o vento, quero apenas senti-lo na copa das arvores como um asceno e uma concordancia,
por que insistem em me cobrar e me exigem que eu seja assim tão igual a voces?go
mas tudo bem, logo será madrugada, já quase sinto o silêncio do orvalho, vocês dormirão estafados da própria loucura mergulhados no excesso de ansiedade e frustração, e eu tonto e triste poderei ouvir em paz o acalmar lento dos meus pensamentos. é como uma pausa...
vou dormir pensando em nada, que é pra ver se eu sonho com aquele lugar sagrado...
lá onde não existe nenhum bom futuro de um grande futuro, lá onde as casas têem grama em seus largos quintais de sol, lá onde o sonho ainda é belo e calmo como o entardecer na mente uma criança.
se eu pudesse mesmo voar, se essa história de asa não fosse apenas força retórica com aspiração a libertadora... se eu pudesse novamente levar meu espirito para onde não há nada nem ninguém... se eu pudesse recuperar o meu sonho que agora em suas garras aparece palido e tingido de cores foscas e baratas,
não posso...
mas tudo bem, logo será madrugada e o sono tapará suas bocas nervosas e vingativas, logo a noite vencerá o veneno de suas frustrações e você e eu e nós poderemos descansar de sua maldade e miséria,
logo eu pegarei meu copo e me juntarei ao meu vocabulário pequeno e esforçado numa busca por uma redenção curta, santa e noturna.

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