como um passaro novo eu ensaio a batida de minhas rescentes asas,
e ainda desfilo disfarçando minha face em meio as ruinas das cidades construidas em mentiras e plásticos,
é que em uma noite quente de primavera eu tive um sonho com um lugar diferente,
onde havia descanço e vontade,
quando acordei, ainda novo e assustado, quiz aprender a voar para chegar até lá.
os homems me olham com desconfiança, e quando estou andando quero ouvir apenas o vento, quero apenas senti-lo na copa das arvores como um asceno e uma concordancia,
por que insistem em me cobrar e me exigem que eu seja assim tão igual a voces?go
mas tudo bem, logo será madrugada, já quase sinto o silêncio do orvalho, vocês dormirão estafados da própria loucura mergulhados no excesso de ansiedade e frustração, e eu tonto e triste poderei ouvir em paz o acalmar lento dos meus pensamentos. é como uma pausa...
vou dormir pensando em nada, que é pra ver se eu sonho com aquele lugar sagrado...
lá onde não existe nenhum bom futuro de um grande futuro, lá onde as casas têem grama em seus largos quintais de sol, lá onde o sonho ainda é belo e calmo como o entardecer na mente uma criança.
se eu pudesse mesmo voar, se essa história de asa não fosse apenas força retórica com aspiração a libertadora... se eu pudesse novamente levar meu espirito para onde não há nada nem ninguém... se eu pudesse recuperar o meu sonho que agora em suas garras aparece palido e tingido de cores foscas e baratas,
não posso...
mas tudo bem, logo será madrugada e o sono tapará suas bocas nervosas e vingativas, logo a noite vencerá o veneno de suas frustrações e você e eu e nós poderemos descansar de sua maldade e miséria,
logo eu pegarei meu copo e me juntarei ao meu vocabulário pequeno e esforçado numa busca por uma redenção curta, santa e noturna.
quarta-feira, 17 de setembro de 2008
sexta-feira, 12 de setembro de 2008
Sob a Chuva
acho que eu sei porque as pessoas correm da chuva,
elas têm medo de perderem a tinta,
e quando olhassem no espelho o que veriam?
sonhei que eu caminhava sob uma chuva fina...
e estrada era todade chão, e havia um cheiro fresco de mato molhado,
não me lembro se era cedo ou tarde, mas sei que o sol havia me dado licensa e que se embora fosse claro não havia nenhuma promessa exagerada de euforia ou de um dia de festa, assim a luz se escondia calada atrás das cortinas cinza-azuladas do céu no horionte, e eu caminhava, sem pressa, sem roupas, sem frio, sem calor,e não olhava para trás, não com medo de virar pedras, mas que simplesmente não tinha vontade.
Às minhas costas ficavam em ruínas e caos, toda uma cidade, pedras e luzes, gritos e cores, correria, passos em compassos, rebanhos de loucos, indústrias de verdades que segam e corrompem.
e o meu rastro ia ficando cada vez mais ralo, e quanto mais eu andava, mais se diluia no chão entre o barro e água, toda tinta pela quais me conheciam, e eu se porventura me olhasse, viria no espelho um rosto que se move, mudando as linhas, os contornos e o coração.
e a uma certa altura tão diluida era a imagem que me tinham antes, tão forte fora a minha fuga, que eu já não poderia mais voltar, que já não poderiam mais me achar...
respirava mais aliviado, um ar que agora tinha gosto e umidade, até os ombros se acalmavam sem que eu percebesse, a distancia que eu estava de todos disligara o motor dos nervos, restava agora, que a última luz da cidade ia já sumindo, me desfazer das bagagem, me livrar de tudo o que era, no deserto tão meu, lixo desnecessário, e inútil, porque estava agora num caminho onde não haviam espelhos, então não teria que lutar contra imagens distorcidas, também poderia jogar fora todas as tintas, pois não faria mais passeios publicos, talvez jogasse fora quase todos os verbos, pois precisaria de poucos para as ações que me satisfizessem, faria questão de esquecer as construções imperativas, foguei fora muitos livros e como minha mente ficou leve de toda masturbação intelectual, joguei fora um monte de calculos, alguns estavam até podres, por fim me vi em dificuldade, como jogar fora os traumas e as dívidas?, eram grandes e de formatos peculiares que não passavam pelas portas e janelas de minha mente...
continuei andando sob a chuva, tinha um longo caminho a fazer, logo esqueceria que existira cidade, minha mente seria um imenso salão limpo e vazio com grandes vidraças transparentes por onde o sol entraria educado e com respeito,
iluminando o artista que sou de mim mesmo, pintarei novas telas, e modelarei novos movimentos para preencher o lugar onde moro, onde decanso, onde me encontro...
a minha mente...
sonhei que eu caminava sob uma chuva fina!
elas têm medo de perderem a tinta,
e quando olhassem no espelho o que veriam?
sonhei que eu caminhava sob uma chuva fina...
e estrada era todade chão, e havia um cheiro fresco de mato molhado,
não me lembro se era cedo ou tarde, mas sei que o sol havia me dado licensa e que se embora fosse claro não havia nenhuma promessa exagerada de euforia ou de um dia de festa, assim a luz se escondia calada atrás das cortinas cinza-azuladas do céu no horionte, e eu caminhava, sem pressa, sem roupas, sem frio, sem calor,e não olhava para trás, não com medo de virar pedras, mas que simplesmente não tinha vontade.
Às minhas costas ficavam em ruínas e caos, toda uma cidade, pedras e luzes, gritos e cores, correria, passos em compassos, rebanhos de loucos, indústrias de verdades que segam e corrompem.
e o meu rastro ia ficando cada vez mais ralo, e quanto mais eu andava, mais se diluia no chão entre o barro e água, toda tinta pela quais me conheciam, e eu se porventura me olhasse, viria no espelho um rosto que se move, mudando as linhas, os contornos e o coração.
e a uma certa altura tão diluida era a imagem que me tinham antes, tão forte fora a minha fuga, que eu já não poderia mais voltar, que já não poderiam mais me achar...
respirava mais aliviado, um ar que agora tinha gosto e umidade, até os ombros se acalmavam sem que eu percebesse, a distancia que eu estava de todos disligara o motor dos nervos, restava agora, que a última luz da cidade ia já sumindo, me desfazer das bagagem, me livrar de tudo o que era, no deserto tão meu, lixo desnecessário, e inútil, porque estava agora num caminho onde não haviam espelhos, então não teria que lutar contra imagens distorcidas, também poderia jogar fora todas as tintas, pois não faria mais passeios publicos, talvez jogasse fora quase todos os verbos, pois precisaria de poucos para as ações que me satisfizessem, faria questão de esquecer as construções imperativas, foguei fora muitos livros e como minha mente ficou leve de toda masturbação intelectual, joguei fora um monte de calculos, alguns estavam até podres, por fim me vi em dificuldade, como jogar fora os traumas e as dívidas?, eram grandes e de formatos peculiares que não passavam pelas portas e janelas de minha mente...
continuei andando sob a chuva, tinha um longo caminho a fazer, logo esqueceria que existira cidade, minha mente seria um imenso salão limpo e vazio com grandes vidraças transparentes por onde o sol entraria educado e com respeito,
iluminando o artista que sou de mim mesmo, pintarei novas telas, e modelarei novos movimentos para preencher o lugar onde moro, onde decanso, onde me encontro...
a minha mente...
sonhei que eu caminava sob uma chuva fina!
quarta-feira, 10 de setembro de 2008
Depois Da Chuva (Day)
Foi como um ultimo trovão,
Talvez o mais forte deles,
Foram-se as nuvens, cinzas azuladas,
E todo o reboliço das folhas, agora são como estatuas quebradas,
Espatifadas pelo chão,
Sobrevivo... louco e com esperança,
Com o coração leve e ferido,
Quanta coisa aconteceu,
De repente o tempo se tornou rápido de mais,
E eu perdi a noção dos meus passos,
E me guiei pelo que sentia,
Ah farol na escuridão!
Agora que já não há suspiros de ansiedade,
Agora que não há sonhos naufragando no mar da incerteza,
Agora que o vento brinca triste e calmo com as folhas ainda jovens, abortadas, espalhadas pelo chão,
Eu encaro o relógio dos meus dias e surpreso vejo que ainda há tempo,
Ainda há muito tempo,
Olho para o horizonte e vejo a tempestade que vai e não hesita,
E tenho esperança...
Mas o ultimo trovão ainda treme no meu peito,
Ainda faz meu coração vacilar de medo e solidão,
Feri e me feri,
Amei e me senti vivo,
Vivi os extremos do caminho....
Meu coração agora segue leve e triste,
Mas acima de tudo confiante,
A primavera está chegando para coroar com flores amarelas um novo pacto,
Uma nova aliança, que nasceu no momento mais terrível da tempestade,
Em circunstancia alguma trairei o que sinto,
“não sendo nobre o suficiente para não ter certas virtudes,
Serei nobre o suficiente para não ter vergonha delas”
“as historias mais belas sempre começam com um naufrágio”
O solo agora está fértil, e o semeador estará curado
Agradeço a Deus pela experiência, sobreviverei!”
Talvez o mais forte deles,
Foram-se as nuvens, cinzas azuladas,
E todo o reboliço das folhas, agora são como estatuas quebradas,
Espatifadas pelo chão,
Sobrevivo... louco e com esperança,
Com o coração leve e ferido,
Quanta coisa aconteceu,
De repente o tempo se tornou rápido de mais,
E eu perdi a noção dos meus passos,
E me guiei pelo que sentia,
Ah farol na escuridão!
Agora que já não há suspiros de ansiedade,
Agora que não há sonhos naufragando no mar da incerteza,
Agora que o vento brinca triste e calmo com as folhas ainda jovens, abortadas, espalhadas pelo chão,
Eu encaro o relógio dos meus dias e surpreso vejo que ainda há tempo,
Ainda há muito tempo,
Olho para o horizonte e vejo a tempestade que vai e não hesita,
E tenho esperança...
Mas o ultimo trovão ainda treme no meu peito,
Ainda faz meu coração vacilar de medo e solidão,
Feri e me feri,
Amei e me senti vivo,
Vivi os extremos do caminho....
Meu coração agora segue leve e triste,
Mas acima de tudo confiante,
A primavera está chegando para coroar com flores amarelas um novo pacto,
Uma nova aliança, que nasceu no momento mais terrível da tempestade,
Em circunstancia alguma trairei o que sinto,
“não sendo nobre o suficiente para não ter certas virtudes,
Serei nobre o suficiente para não ter vergonha delas”
“as historias mais belas sempre começam com um naufrágio”
O solo agora está fértil, e o semeador estará curado
Agradeço a Deus pela experiência, sobreviverei!”
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