Pra todo mundo uma porção de loucura,
Olhos doentes me causam o amargo na língua,
Todos sofrem da mesma doença que eu ...
Mas acho que sofrem menos.
Minha garganta está seca, mas como? se aqui
Há tanta água?, tantas torneiras , piscinas , açudes?
Alguém escorrega no tubogã e a água se espalha
Mas eu interrompo o riso, estouro a bóia, fecho a torneira,
O ralo engole tudo, faz barulho arrota, o eco grita no fim do tubo,
E minha garganta seca, meu hálito amargo... minhas mãos se racharam
Feito chão do nordeste, e eu olhei o céu e o tempo parou, mas todos
Que estavam comigo no mundo aquele dia continuaram, mas para mim
O tempo havia parado...
Então houve silencio, só o assobio de um vento morno num canto qualquer
E meus olhos doentes olharam o céu e viram que o futuro..., o amanhã essa
Palavra tão adornada e mística aparecia pra mim , mansa, fria e fúnebre
Na imagem de um urubu frágil e lento vagando em vôos demorados
Esfalecendo batendo pouco suas asas débeis, raquitico , fraco se recusando
A alimentar-se da carne imunda dos corpos de todos os homens que jaziam tardiamente
Sob ele.
quarta-feira, 30 de junho de 2010
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