há essa voz rouca, esquecida a tanto tempo.
há essa voz insistente que grita e dura mais que ou ultimo sopro.
há sim uma voz,
voz que voce ignora, voz que não te insurdece, embora esteja surdo.
e essa voz que um dia voce ouviu la longe e gruniu pelos labios tremulos e nervosos: estou louco?!! o que penso , o que é isso que sinto?
essa voz que diz:
"só existe uma verdade e milhoes de verdades: a verdade que eu sinto!
a verdade da vontade!
mas o que tem voce com a verdade do outro?!
não fujas do medo, porque quando fojes do medo, é de ti que corres também.
não tenha medo de sentir!
não tenha medo da dor! porque a dor fala sobre ti tanto quanto sua alegria!
não tenha medo do medo! , não controle o folego! não impessa que seu coração salte pela boca!
antes sinta que há um coração e uma criança, um tambor e uma dança, que há vontades que desencadeiam tudo o que voce senti.
todos os sentimentos e sensações são feitos do mesmo tecido, e esse tecido é a vontade, e a vontade é a verdade.
todos somos vontades.
então não tenha medo do medo, não queira que ele se asfaste logo de ti,
ouça o que ele diz de voce, ouça o lugar que almejas."
assim fala as vezes essa voz.
mas voce padece, corre a se distrair com cores falsas, corre a se escorar em boas vontades, corre para o outro, para a sanidade coletiva, para a construção monstruosa dos surdos.
existe uma voz...
há sim uma voz rouca , um espelho, e uma verdade que voce não ouve mais.
segunda-feira, 3 de agosto de 2009
Assinar:
Postar comentários (Atom)
Um comentário:
Postar um comentário