segunda-feira, 19 de maio de 2008

o vôo da fenix

o voo da FENIX
nao foi febre, vi a festa dos meus demonios,
os fantasmas fizeram vigilia,
circulando e cantando em volta da alma enferma,
nao foi a primeira e nem a ultima vez que sucumbi ante a um golpe,
mas foi cumprida a promessa eterna do astro-rei,
juntei minhas cinzas que se esparramaram com a tempestade,
encontrei aos pes do arco-iris um pote de ouro, meus principios e valores transbordavam eternamente belos,
apos o soluco uma risada brota da rocha gelada e quase morta,
a crianca se refez sob os escombros,
houve luz nas trevas,
uma fogueira surgiu,
rasgou o ceu como rastro de cometa a jovem estrela,
o momento mais belo surge das horas mais dificeis,
do fundo do abismo, onde exala forte e sempre o halito da morte,
resurgiu uma ave com asas refeitas em chamas:
eu sou a FENIX.
OBRIGADO SOL!
-"meu coracão é tão tosco e tão pobre, não sabe ainda os caminhos do mundo"

DESABAFO

queria nao ter que mentir,
queria nao ter que machucar,
queria nao ter que me preparar para a guerra, mas quantas guerras terei de enfrentar?
caminho pelas vielas do meu mundo, tento expandir minha visao e encontrar outras cores...
mas "a escuridao ainda e pior que essa luz cinza"
e no fundo eu sei que todo esse esforço é pelas coisas mais simples e essencial.
essa é a minha linguagem real difusa, ondula em seus maximos e minimos e mistura o tempo querendo que nao houvesse o tempo e que o enredo fosse apenas um quadro onde a vista passeia provando dos doces e amargos do caminho...
avesso as novas formas de comunicação, em geral tão prepotentes e maquiada em plástico-verniz mentira das linguagens pré-moldadas,eu que sou às vezes um velho rabugento em relação ao "progresso do mundo" aqui estou pedindo para que me olhem e digam qualquer coisa, conclusoes? diga voce...
os recén nascidos não enchergam e eu ainda me recupero das sequelas da casca, nao sou nostálgico imbecil o suficiente para chorar sobre os escombros, minhas mãos estão cansadas e inuteis e minhas asas ainda nao sei usar, destrui o mundo imprestável onde eu me sentia seguro, e agora é hora de migrar para o novo...
mato um dragão por dia no labirinto da minha mente, mas não se enganem não é o guerreiro mas o menino que segura a espada e sorri,
tem dias que meu estomago não ta bem, tem dias em que não consigo digerir o mundo, corro para o banheiro, saiam da frente antes que eu exploda!, enfio o dedo na garganta e antes de limpar a boca, antes de dar descarga eu observo na privada o eu necessario o eu comercial de mais, então volto corro com os meus sentidos em busca de um remédio... mas como é dificil encontrar um pouco de magia nesses dias..., ah!, me lembrei!!!
"o que há com as pessoas com o mundo?
o que há comigo?
está tudo morto, tudo froxo,
só fumaça, só vestigio,
o estojo de maquiagem cai na água,
suas cores permanecem inertes,
o vapor me afugenta me sufoca,
e a noite conta promessas que eu sei!, infelizmente sei... não serão cumpridas.
os macacos estão sorrindo nos zoológicos,
através das grades o bicho homem oferece agrados,
mas há melhor agrado que seus vapores coloridos?
fui num baile de mascara que não acaba,
arruinei meu rosto com cola tóxica,
o que faremos se acabar a bebida?
por favor quebrem as janelas que o calor me sufoca,
um homen tirou a mascara e era um vampiro,
me disse que a bebida nunca acaba porque o homem é uma máquina de fazer sangue."
disse alguma coisa que não entendi....
a loucura é minha droga favorita...
mas não consegui responder...
quem sou eu?