Você é uma esperança,
um inferno,
um abrigo?
meu senhor,
uma risada diabólica do demônio?
ou a rosa mais bela,
o perigo do amor?
te imagino com mil faces,
mil destinos, de tragédias e glórias,
tenho medo, me encolho, corro...
herói?, serei vitima nessa história.
a verdade é que você tem uma boca linda,
e eu uma sede imensa.
a verdade é que seus olhos são claros,
e eu caminho perdido.
a verdade é que você é uma mulher com seus mistérios, seu domínio,
e eu sou só um homem duro no dia a dia,
sozinho,de noite... um menino.
domingo, 30 de março de 2008
UNIVERSO COLORIDO
O que há com as pessoas, como o mundo?
o que há comigo?
está tudo morto, tudo froxo,
só fumaça, só vestígio...
o estojo de maquiagem cai na água,
suas cores permanecem inertes,
o vapor me afugenta, me sufoca,
e a noite conta promessas que eu sei,
infelizmente sei,
não serão cumpridas.
os macacos estão sorrindo nos zoológicos,
através das grades o bicho humano oferece agrados,
mas há melhor agrado que seus vapores coloridos?
o que há de errado com o mundo?
fui a um baile de mascara que não acaba,
o que faremos se acabar a bebida?
por favor quebrem as janelas que o vapor me sufoca!
quando ia ao banheiro cruzei um dos vampiros,
e ele me disse que a bebida nunca acaba porque o homem é uma maquina de produzir sangue.
o que há comigo?
está tudo morto, tudo froxo,
só fumaça, só vestígio...
o estojo de maquiagem cai na água,
suas cores permanecem inertes,
o vapor me afugenta, me sufoca,
e a noite conta promessas que eu sei,
infelizmente sei,
não serão cumpridas.
os macacos estão sorrindo nos zoológicos,
através das grades o bicho humano oferece agrados,
mas há melhor agrado que seus vapores coloridos?
o que há de errado com o mundo?
fui a um baile de mascara que não acaba,
o que faremos se acabar a bebida?
por favor quebrem as janelas que o vapor me sufoca!
quando ia ao banheiro cruzei um dos vampiros,
e ele me disse que a bebida nunca acaba porque o homem é uma maquina de produzir sangue.
A criança que recita versos

enroscado em idéias complexas,
sob as ideologias pesadas,
depois da taça quebrada da justiça,
embaixo do pó dos dias,
lembranças, anseios, poesia...
uma criança recita um verso, uma oração.
se eu pudesse no colo a levaria,
a campos verdes, à águas frescas
conforme disse a profecia.
desconfiando da maquiagem frágil dos homens,
tapado os ouvidos para emudecer os canhões da guerra,
uma criança recita versos,
sonhou com uma manhã de domingo,
uma familia feito comercial de margarina...
e seus olhos se encheram de lágrimas.
se eu pudesse espantar o medo de seus olhos...
mas meu coração apertado permanece.
e a criança recita seus versos que ninguem ouve,
nem o dragão que no céu descança.
mas o que fazer?
como encontrar o caminho de sua casa?
perdeu seus pais quando tudo era ruido,
destroços, pedaços de homens partidos.
e o mundo seguro foi só um sonho da noite passada.
corre os olhos de medo pelos mares e montanhas,
recita seus versos, faz suas contas
mas quanto falta para que falte tempo pra que?
um soluço nos escombros,
respirar fundo e se der um passo... mais um passo...
pisa sobre os destroços dos homens.
a criança que recita versos.
se eu encontrar um brinquedo,
se eu revirar as esquinas,
juntar as cores dos semaforos e outdores,
se eu juntar as luzes da noite,
se eu fizer, se eu encontrar um brinquedo eu tecerei um sorriso,
nos seus pequenos lábios trêmulos de medo,
mas segue o concreto e a indiferença,
o teatro das relações ensaiadas,
a produção desenfreada, a correria para onde?
e a criança não se esconde,
se lembrou de uma canção,
lembrou dos lábios nos lábios,
da carne, lembrou do cheiro,
lençois e cinzas,
era do amor que ela lembrava,
sorriu amargo, cerrou os olhos,
tinha que ser forte,
ser forte pra que?
recitar versos, recitar versos,
versos que ninguém ouve,
mas que desentope o coração,
sopra agora o vento da tarde,
que anuncia a morte do sol,
satisfeita por vencer mais um dia,
a criança adormecerá sem amor sem lençol,
sua boca parará numa frase imcompleta do verso que fez,
sonhará com amor, com descanço,
acordará para lutar contra esse tempo mais uma vez...
a criança que recita versos.
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